Seção brasileira do Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores

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A direção do PSOL planeja entregar o partido nas mãos de Zequinha Sarney do PV - Você vai deixar? Imprimir E-mail
Manifesto do Bloco de Resistência Socialista - 05 de novembro de 2009

A classe trabalhadora brasileira tem o direito de ter uma alternativa eleitoral em 2010

As eleições de 2010 ocorrerão num cenário complicado e numa conjuntura delicada para a esquerda socialista. Há uma profunda crise capitalista mundial e mais uma vez os trabalhadores estão pagando a conta.

No entanto, Lula conta com forte apoio da população nos marcos de uma aparente recuperação econômica e a retomada das lutas sociais ainda é limitada. Nesse contexto, os riscos de agravamento da fragmentação da esquerda e da confusão ideológica são muito grandes.

O fato do II Congresso do PSOL não ter definido uma linha clara para as eleições de 2010, numa situação em que a principal figura pública do partido decidiu não concorrer nas eleições presidenciais, agravou ainda mais a situação.

A candidatura de Heloísa Helena pelo PSOL compondo uma Frente de Esquerda seria o melhor caminho para que a esquerda socialista e combativa não desaparecesse neste cenário complicado de falsa polarização entre PT e PSDB, e falsas “alternativas”, como Marina Silva (PV) e Ciro Gomes (PSB).

O PSOL está numa encruzilhada e o projeto inicial de construção de um partido socialista e de luta, já desfigurado por um curso eleitoralista e de enfraquecimento da democracia interna dos últimos tempos, nunca esteve tão ameaçado.

Já é grave o fato de que Heloísa Helena e seu grupo político priorizarem uma candidatura ao senado por Alagoas sem levar em consideração as nefastas conseqüências para a esquerda da ausência do nome de Heloísa nas eleições presidenciais. Mas, ainda mais desastroso será abrir mão da candidatura presidencial, obstaculizar a apresentação de nomes alternativos do PSOL, inviabilizar uma Frente de Esquerda (como a de 2006) e ainda por cima favorecer uma candidatura completamente alheia ao projeto do partido e à luta dos trabalhadores como é o caso da candidatura do PV.


Desrespeito à decisão do Congresso do Partido

A decisão da Executiva Nacional do partido, apoiada por todos os seus membros, com exceção do representante do Bloco de Resistência Socialista, de adiar a Conferência Eleitoral de outubro de 2009 para março de 2010, desrespeita uma das poucas deliberações tomadas pelo Congresso!

Na ausência da candidatura de Heloísa Helena, uma candidatura alternativa do partido precisaria de tempo para ser construída. O adiamento da decisão pode sepultar a possibilidade de uma candidatura unitária da Frente de Esquerda.

Até março de 2010 corremos o risco de perder grande parte do espaço conquistado pelo PSOL até o presente momento no cenário político nacional, demonstrado pelos índices obtidos por Heloísa Helena nas pesquisas.


Marina Silva (PV) não é uma alternativa de esquerda

O mais grave de toda essa situação é o fato de que correntes do partido que integraram o antigo e o atual campo majoritário estão negociando abertamente o apoio a candidatura de Marina Silva, como tem sido divulgado pela imprensa.

Um apoio do partido a Marina significará uma ruptura com o projeto de fundação do PSOL e aniquilará as possibilidades de fazê-lo avançar numa perspectiva classista, democrática e socialista. É disso, nada mais e nada menos, que acusamos os dirigentes dessas correntes ao mesmo tempo em que chamamos a militância do PSOL a resistir.

A candidatura Marina Silva, ex-ministra e cúmplice do governo Lula por muitos anos, nada tem de socialista, pelo contrário, é uma candidatura da ordem. Ao invés de representar uma ruptura com o governo Lula, Marina Silva reivindica não só a política econômica do governo Lula, como também a de FHC!

O partido deve se armar para mostrar que o ‘ecocapitalismo’ de Marina Silva não é uma saída. O PSOL também tem que desmascarar o PV, que é um partido fisiológico, uma legenda burguesa que, além de apoiar Lula, faz parte de vários governos direitistas, incluindo aqueles da direita tradicional formada pelo PSDB e DEM, além de ter o filho de Sarney como líder e ser utilizada por grandes empresários.

O apoio à candidatura da Marina Silva significará consolidar o partido como um mero instrumento eleitoral, já que a justificativa para essa aliança seria somente para tentar manter os atuais mandatos parlamentares.

Nós somos a favor de que o partido batalhe para defender seus mandatos, mas não a qualquer preço. A participação nas eleições faz parte da disputa política, ideológica e para a construção de uma alternativa socialista e revolucionária, mas essa participação tem que estar a serviço das lutas, não o contrário. Como já vimos esse filme antes, sabemos como ele termina.


Que o conjunto do partido decida sobre candidatura própria

O partido vive uma grave crise interna e uma forte fragmentação. Essa fragmentação foi agravada pelo enfraquecimento da democracia interna e dos Núcleos de Base no processo congressual. É preciso romper com esse rumo e fortalecer a democracia partidária.

Por isso, a decisão sobre as eleições 2010 não pode ser tomada por acordo de cúpula entre as grandes correntes ou em uma Conferência Eleitoral impermeável à vontade da base militante do partido.

Defendemos um processo democrático amplo de consulta aos militantes do partido, onde será discutido o projeto para eleições 2010, incluindo programa, alianças e a candidatura à presidência do país. Esse processo tem que ocorrer já esse ano, através de plenárias municipais, estaduais, etc. A conferência eleitoral deve deliberar com base nos resultados dessa consulta.

As eleições presidenciais de 2006 mostraram o espaço que existe para uma alternativa socialista de esquerda. A Frente de Esquerda, do PSOL junto com PSTU e PCB, foi importante para mostrar que existia um projeto diferente dos projetos eleitoralistas e corruptos dos demais partidos.

Já a política de alianças com partidos burgueses e governistas adotada nas eleições municipais de 2008 em muitos municípios, além da aceitação de dinheiro de grandes empresas, foi um retrocesso, que não pode ser repetido.

O PSOL precisa reafirmar uma política de independência de classe. Isso passa por reeditar a Frente de Esquerda e ampliá-la para os movimentos sociais combativos e de oposição aos governos. A nossa candidatura deve estar a serviço das lutas, incluindo a reorganização sindical e popular. Tudo isso tem que se refletir em um programa anticapitalista e socialista.

O momento de crise econômica mundial, a atuação dos governos para salvar os bancos e grandes empresas, além da questão ambiental, abre uma oportunidade importante para apresentarmos uma alternativa socialista que rompa com a lógica do mercado e do sistema capitalista.

Por isso, o programa eleitoral tem que levantar bandeiras como a suspensão do pagamento e auditoria da dívida pública, a reestatização das empresas privatizadas, a estatização das grandes empresas que receberam ajuda pública e mesmo assim fazem demissões em massa, além de outros pontos de caráter democrático, antiimperialista, anticapitalista e socialista.


Por isso defendemos:
  • Por uma candidatura socialista que unifique a esquerda. Que o PSOL apresente uma pré-candidatura e busque o PSTU e o PCB para relançar a Frente de Esquerda, buscando ampliá-la aos movimentos sociais combativos que fazem oposição ao governo Lula;
  • Que essa candidatura esteja a serviço das lutas dos trabalhadores e do povo e da construção de um programa socialista alternativo à crise do capitalismo;
  • Que o PSOL rejeite categoricamente alianças com partidos governistas, da oposição de direita e chamados de “centro-esquerda”;
  • Que o PSOL, como parte de uma Frente de Esquerda, dispute a base social que pode ser iludida pela candidatura Marina Silva, mantendo sua independência e apresentando uma clara alternativa de classe e socialista, inclusive na questão ambiental;
  • Que o PSOL e seus candidatos não aceitem doações de multinacionais, bancos e grandes empresas, respeitando o estatuto do partido.
  • Que as decisões sobre a candidatura do partido, incluindo a discussão sobre programa e alianças, sejam tomadas com base num amplo processo democrático interno de consulta aos militantes, ainda esse ano. Somente sobre a base da vontade da base é que a Conferência Eleitoral poderá tomar qualquer decisão. Caso contrário representará um golpe contra a democracia interna e a militância partidária.


O Bloco Resistência Socialista é composto pelas correntes Alternativa Socialista (AS), Liberdade Socialismo e Revolução (LSR), Alternativa Revolucionária Socialista (ARS), Reage Socialista, Movimento Nascente Socialista (MNS) e independentes
 

Comentários
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Eduardo   |08-11-2009 05:42:46
"Por isso defendemos: Que o PSOL apresente uma pré-candidatura..."

Alguém precisa
avisar a SR que o psol já possui uma pré-candidatura à presidência (a única formalizada no
congresso do partido) de Plínio de Arruda Sampaio. Concordo que é preciso unir forças para
derrotar a direção que irá tentar impor a aliança com o PV. Então, seria razoável que os
companheiros ajudassem na construção desta pré-candidatura, que convenhamos, é o cenário mais
à esquerda que o partido pode contemplar neste próximo período
André Ferrari  - Plínio e uma candidatura da Frente de Esquerda   |09-11-2009 12:59:03
Caro Eduardo,

Antes de mais nada obrigado pelo comentário. Mas, alerto que se você ler Editorial
do nosso jornal (reproduzido no site) verá que defendemos o nome do companheiro Plínio como
candidato à presidência no cenário que se abriu com a retirada do nome de Heloísa.

O Manifesto
que você comenta aqui é um documento que não se resume às posições da LSR (o SR já não
existe mais, unificou-se com o CLS e deu origem à nossa nova corrente). Trata-se do posicionamento
construído nos marcos do Bloco de Resistência Socialista, uma aliança de correntes socialistas
muito mais ampla que a LSR e que continua crescendo.

O centro do Manifesto é o combate à
política de apoio a Marina Silva (PV) que levará à destruição do PSOL como projeto de partido
socialista comprometido com a luta dos trabalhadores contra o capitalismo.

O Manifesto também se
preocupa com o grave risco de fragmentação das forças que constituíram a Frente de Esquerda em
2006 e a pulverização de candidaturas nesse campo em 2010.

Para nós a disputa central é para
que a esquerda socialista (PSOL, PSTU, PCB, independentes e movimentos sociais combativos) apresente
uma candidatura unitária em 2010, com base num programa socialista e na independência de classe.


É verdade que para nós, o nome do companheiro Plínio é o que melhor responderia a essa
necessidade no cenário atual. Mas, como ele mesmo corretamente já expressou, o centro não é
'Plinio candidato' acima de tudo. Mas, sim, um candidato que unifique a esquerda, recomponha a
Frente de Esquerda, e defenda uma alternativa socalista contra PT, PSDB/Dem, PV, etc.

Saudações
socialistas,

André
Felipe Pinheiro Oliveira  - Apoio MILITANTE!   |15-11-2009 14:07:27
Ao companheiro André Ferrari,

Então nos próximos dias teremos a adesão das assinaturas dos
militantes do BRS no manifesto de pré-candidatura do Plínio? Além da participação efetiva da
construção dessa campanha interna? Digo, CONSTRUÇÃO MILITANTE das atividades da pré-candidatura
em defesa do projeto de partido com a qual temos acordo. Penso que o posicionamento claro já
menifestado pelo companheiros em apoio a pré-candidatura e o recente documento (que esta no site do
PSTU, inclusive) são iniciativas de grande importância, mais creio que os companheiros têm
clareza que desde já, é preciso construir nas ruas e no partido essa alternativa, isso é, na
ORGANIZAÇÃO de eventos com a presença do Plínio, eventos p/ debate programa, apresentação de
notas pelos Diretório municipais onde temos maior inserção e etc... Apenas um desabafo e um
pedido aos camaradas. Um forte Abraço
Claudio  - PV + Psol = 2PP   |23-11-2009 15:55:46
O PV é um partido fisiológico, sempre foi. Só não é PP porque é PV.

Ao se coligar com o PV, o
Psol joga sua (curta) história no lixo. É um processo de apequenamento. O mesmo pelo qual passará
a Senadora Marina.

No Final ganha a Heloísa Helena, com chances de reconquistar uma vaga no
senado.

A união do PV com o Psol vai gerar dois PP's.
Alencar  - Vida curta ao Psol   |24-11-2009 16:44:32
Sinto muito camaradas, mas já era, vocês estarão juntos com o PV e o PSDB nas próximas
eleições.

Engraçado, todo mundo que sai do PT fica assim, perdido...

Exemplo: vocês são
contra a criação da PetroSal, usam o mesmo discurso dos tucanos, Demos, Folha e Estadão. Ta na
hora de decidirem o que querem... Pelo jeito já escolheram, ou vão sair do Psol?

E mais uma, o
movimento social está com o PT, mesmo com os seus problemas não faz coro com a tucanada e demos da
vida, muito menos com o partido do filho de Sarney... Tristes dias para o Psol.
André Ferrari  - Alencar (José?)   |26-11-2009 11:26:49
Caro Alencar (espero que não seja o vice José),

O governismo é um cancro no movimento sindical e
popular. A coisa fica pior se o atrelamento se dá em relação a um governo que reprime o movimento
social combativo em favor do grande capital e se esforça ao máximo para produzir pelegos em escala
industrial. Basta ver a situação lamentável e vergonhosa da CUT (da Força Sindical e outras nem
vale a pena mencionar).

Sim, Alencar, a LSR luta contra esse governo do grande capital. Somos pela
Petrobrás 100% estatal e com controle dos trabalhadores. Somos pela reestatização das empresas
que foram privatizadas e pela estatização das que demitem trabalhadores. Não acho que esse seja o
posicionamento da Folha ou dos Demos.

A tarefa básica de qualquer um que se reivindique de
esquerda hoje é lutar contra a cooptação e degeneração dos movimentos sociais, pela
independência de classe e por um programa socialista alternativo ao social-liberalismo de Lula. O
resto é firula pra justificar cargo de confiança ou dinheiro pra campanha.

Sobre o PV, você sabe
que combateremos até o fim a proposta de um setor da direção do PSOL que quer a coligação. Para
nós isso representa o fim do projeto original do PSOL e encerraria uma etapa do processo de
reorganização da esquerda. Felizmente, está cada vez mais difíil para esse setor da direção
implementar sua política. Que a base do PSOL decida. E, posso garantir, que a grande maioria que
candidatura própria e unitária da esquerda em 2010, contra Dilma, Serra, Ciro e
Marina.

Saudações,

André
André Ferrari  - Tem mais...   |26-11-2009 11:41:49
Caro Alencar,

Só para completar... Você diz que o PT não faz acordo com o partido do filho do
Sarney?

Bom , faz sim. O PV é base de sustentação do governo Lula (além de ser do Serra e
Kassab em São Paulo). Por isso, não queremos uma coligação do PSOL com o PV.

Mas, isso não é
quase nada. O PT está desesperado para manter a coligação com o partido (gangue?) de José Sarney
e lhe dá sustentação no Senado apesar de todas as acusações de corrupção. O PT quer o pai e o
filho. Precisa de mais?

Nossa luta é para que o PSOL, que nasceu contra a degeneração do PT,
não contraia o mesmo vírus. Para isso só há uma receita, extrema democracia interna e controle
da base e comprometimento com as lutas dos trabalhadores, além da construção de um programa
alternativo anti-capitalista e socialista.

Abraços,

André
Alencar  - Gostei...   |29-11-2009 21:39:21
Boa a sua resposta André, mas não considera as suas colocações radicais e sectárias?

Não
teme assim, com tanto puritanismo no discurso, ficarem sempre relegados a algumas cadeiras nas
assembleias e câmaras... Não está na hora de modernizar o discurso marxista para o século XXI?


Para isso gostaria de lhe indicar um livro muito interessante: A Visão em paralaxa, Slavoy
Zizek. Faz uma leitura a respeito do marxismo para o seculo XXI.

Não considero o governo o lula
de direita, de longe um governo mais progressista que FHC. É inegavel a posição que o Brasil
ocupa hoje ser melhor do que antes. E espero sinceramente que Dilma vença.

Por fim, muita vezes
os discursos de vocês, puritano demais, se iguala ao discurso da direita, uma coisa higienista... O
Brasil vai bem com o PT no governo...e meu caro, anes PT que PSDB...

Abraços
Alencar
Rocha  - contradição   |30-11-2009 14:11:47
Caro Alencar,

è louvável a capacidade que vocês têm de tentar justificar o injustificável.
Inicialmente você foi contundente quando se referiu ao Sarney Filho, mas quando se refere à raposa
paterna (Sarney Pai), por ser o novo mentor de Lula e de sua Gangue de bajuladores, você rapdamente
nos chama de sectários e fala de modernização. Qual o sentido do termo modernização pra você?
Pelo jeito é igual ao do Governo Lula copiado do FHC, ou seja entreguismo do das nossas riquezae
aos mercenarios do capital espelutivo internacional, em toca de uma auto promoção midiática.

Como demonstra profunda paixão por Obama - contratou até os marqueteiros dele para maquiar a
candidatura da Dilma - provavelmente estará reinvidicando o premio Nobel da Paz, já que o Obama
foi comtemplado por manter seu assassinos matando nos países que se manifestam contra sua política
nefasta, o governo Lula tem tudo para ganhá-lo, tambem, já que aliado com o governo Cabral e com
outras facções mercenárias, matam tão quanto as guerras espalhados pelo mundo.
antonio santana da silva  - sugestão   |18-12-2009 10:51:15
o psol nos seus anos de existencia tem que saber oque quer e o que não quer,nos psol aqui de sinop
a quarta maior cidade do estado de matogro ficamos perdidos e abandonados com esta situação,cuiaba
não nos corresponde a nada e vcs que estão ai encima estão parecendo pé de clacara,cada um
falando uma coisa agora é hora de-se juntar o partido psol e ver onde o psol existe e
conhecelos,uma canpanha não se faz sozinho e nem com dinheiro precisamos dos companheiro,cade
heloisa helena,nunca concegui falar com ela este é o meu e-mail:conte com migo aqui em sinop
ana maria  - Parece o PT!   |29-12-2009 19:25:47
Parece o PT.....
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